Pesquisas revelam a influência, vício e narcisismo no Facebook

Achei muito bom este post que vi no Luis Nassif replicado de um outro blog, o Cinegnose.

Sempre me incomodou o tratamento exagerado (principalmente na mídia) dado para essas redes sociais. No mestrado muita gente acredita com um fervor quase religioso na salvação e na democracia através das redes, e talvez por isso, mesmo em uma turma pequena, muitos alunos não se importem e fiquem conectados e mandando recados via celular no facebook (ou sms) durante as aulas e as apresentação de seus colegas (vergonhoso).

Todo este otimismo me lembra as analogias feitas pela Margareth Werthein em seu belo livro “Uma história do espaço: de Dante a Internet” onde ela fala de diversas teorias recentes (detonando com classe todas) e mostrando como isso se encaixa perfeitamente na visão do paraíso “vendida” pelo cristianismo em seu nascimento: um mundo sem dor, sem guerras ou fome, com igualdade entre raças e classes sociais, vida eterna etc. Basta voce se converter ou… se conectar.

O trabalho em questão é um trabalho de graduação orientado pelo prof. Wilson Roberto Vieira Ferreira e o legal foi juntar dados de diferentes pesquisas empíricas daUniversidade de Bergen (UIB – na Noruega) e da Universidade de Maryland analisando-as sob a ótica da  Escola de Frankfurt.

“As pesquisas chegaram a conclusões praticamente idênticas: estão sendo criados elementos socialmente prejudiciais característicos do narcisismo, como a ansiedade por protagonismo e a impulso por querer se aproveitar dos demais. No caso da pesquisa norueguesa, mostrou-se uma proximidade entre ovício virtual das redes e os workholics da vida real: insônia, problemas de saúde, “burnout” e stress que acabam criando conflito com a vida familiar.” “Portanto, o trabalho de pesquisa do grupo da Universidade Anhembi-Morumbi UAM sugere que os questionamentos sobre redes sociais que partem da tradicional oposição entre real/virtual são equivocados. Pelo contrário, as questões levantadas pelas pesquisas de Maryland e Bergen indicam uma linha de continuidade que inicia na sociedade de consumo e incorpora as novas tecnologias: consumimos as tecnologias virtuais da mesma forma como nos relacionamos de forma fetichista com as mercadorias “analógicas” ou “reais”.  A discussão sobre o vício e a compulsividade pelas redes sociais e gadgets tecnológicos deve ser colocado dentro da própria lógica consumista dos chamados bens “reais”. Como aponta a psicóloga Cecile Andreassen, coordenadora da pesquisa da Universidade de Bergen, as redes sociais estão substituindo a antiga onipresença da TV, principal instrumento da tradicional sociedade de consumo.

Aqui o post completo:
http://cinegnose.blogspot.com.br/2012/05/pesquisas-revelam-influencia-vicio-e.html#more

Ainda sou novato na “blogagem” e não sei as melhores práticas para replicar ou compartilhar  um post no wordpress. Alguém pode ajudar?

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